Carrajola na corrida pelo título: «Nunca pensei um dia estar neste lugar!»


Sorridente, humilde e competitivo, Rodrigo Carrajola é um dos mais jovens atletas e uma presença carismática do Campeonato Nacional de Bodysurf. Se dúvidas houvesse, em 2017 o atleta de 22 anos afirmou-se como uma certeza da modalidade, ocupando o 2º lugar do ranking nacional. Num ano pautado pela consistência a nível competitivo, as atenções estão voltadas para Rodrigo Carrajola e o atual campeão nacional, Miguel Rocha, que levam a luta pelo título até à última etapa do Campeonato Nacional de Bodysurf ALMA 2017, que se realiza a 9/10 de Setembro, na praia da Vagueira.

Do Bodyboard ao Bodysurf

O amor de Rodrigo Carrajola pelas ondas surgiu através do Bodyboard, modalidade que pratica há 13 anos e que o leva frequentemente às praias da Costa de Caparica. Foi também aí que há quatro anos atrás fez a sua primeira onda de Bodysurf. «Numa mera brincadeira, um amigo meu, o Nuno Fontinha, deu-me uma handplane para as mãos e disse: experimenta lá esta pranchinha! Nunca vou esquecer a primeira onda, a sensação de liberdade do contacto com a onda…».

Desde então o gosto e a curiosidade por explorar a forma mais pura de surfar foram crescendo, e as sessões de Bodysurf tornaram-se mais regulares e mais técnicas. Patrocinado pela marca Ahua, Rodrigo Carrajola opta por surfar com handplane, adaptando o modelo às condições do mar. «Em mar maior e mole uso uma prancha maior, em mar cavado uso uma prancha mais pequena, e sem dúvida que tem muita influência a escolha do material em cada sessão», realça.

«Acrescentar o Bodysurf na minha vida foi muito importante, sentir todo o poder da onda sem prancha, deslizar apenas com o corpo torna-se único e fantástico»

Dividindo-se entre o Bodyboard e o Bodysurf, Rodrigo Carrajola, que é também treinador de surf, encontra-se num excelente momento de forma, fator determinante nos campeonatos de Bodysurf, onde os atletas que chegam à final disputam pelo menos 4 heats no mesmo dia. «Sinto que a nível físico é mais exigente estar concentrado em duas modalidades, mas tento sempre em cada sessão de freesurf treinar ambas». O atleta reconhece que apesar do esforço redobrado são um excelente complemento, permitindo melhorar certos aspetos em cada uma delas, como a «visão de onda».

Em 2015, ano de arranque do Campeonato Nacional de Bodysurf, Rodrigo Carrajola deu logo nas vistas, ao fazer a sua primeira final num dia de condições muito exigentes no Guincho. No ano seguinte participou em 4 das 5 etapas do circuito, terminou em 8º lugar do ranking e conquistou o 3º lugar no pódio na praia da Vagueira, a mesma praia onde este ano estará a lutar pelo título de campeão nacional. 2017 foi um ano de consolidação para Rodrigo Carrajola, que não só conquistou a sua primeira vitória, na Ericeira, como se tornou uma presença habitual nas finais. Com um balanço muito positivo da sua época competitiva, Carrajola parte para Vagos muito motivado e com uma sensação de dever cumprido: «Vou dar o meu melhor, mostrar o meu valor e só depois heat após heat vamos ver como corre. Quer seja campeão nacional ou vice campeão nacional fico orgulhoso de mim mesmo, de todo o trabalho que consegui fazer, pois nunca pensei um dia estar neste lugar!»

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